Grande complexo 'merdoviário' do Estado Maior da Guanabara , minha gente!! Quase todo dia volto do trabalho de metrô e garanto que não existe outro meio de transporte que se assemelhe a esta forma tão singular. Começo pela escadaria que dependendo do horário jah se aglomera de mendigos, pedintes e aqueles pivetinhos com caixas de engraxate. Após encarar uma fila quilométrica pra comprar o bilhete conseguimos entrar na plataforma onde dá pra notar claramente quais os sentidos do metrô: o da zona sul, sempre vazio ou com no máximo meia dúzia de pessoas normalmente de terno e gravata distribuídos de maneira irregular por toda a plataforma. O da zona norte possui também possui meia duzia de pessoas, sendo que por cm². Gritam falam que querem entrar fazem uma farofada na porta além de se aglomerarem todos na mesma porta. Pra alegria da 'pobraiada' o metrô chega. É aquela festa, todo mundo suado querendo entrar ao mesmo tempo, além dos que estão lá dentro querendo sair. O jeito é ligar o 'foda-se' e entrar na marra, ou não volto pra casa hoje. Uma vez dentro, beleza (exceto pelas mãozadas na bunda ou aquele suvacão amigo no seu nariz), o vagão está entupido de gente que a porta mal fecha que por um lado é de grande valia, já que o ar condicionado não dá vazão pra tanta gente fedendo. A cada estação que esta merda passa mais cheio fica, sinto-me como uma sardinha enlatada mas, preocupar pra que né, afinal pelo menos estou dentro. E finalmente chegamos a Central do Brasil!! Que maravilha!! Todos aqueles infelizes saem do vagão e dá até pra respirar sem levar uma carcada no fole. E pra variar, como todos querem sair ao mesmo tempo, quase levam minhas calças, pasta, óculos e sapatos. A sensação é semelhante a um acidente de caminhão na CEASA (de fato é uma merda), mas como diria o poeta Grandes: '- A pobraiada se farta..'.
Após a central a viagem já não tem mais graça, os vagões têm espaço e o ar volta a funcionar, removendo aquela névoa fétida de suor e neutrox que antes era uma constante. Consigo até mexer meu pescoço para os lados e vejo que haviam mulheres bonitas no vagão (obviamente vieram da zona sul pra fazer algum estudo antropológico sobre essa raça maldita). Sinto pena de mim mesmo por ter vindo encoxando uma velhinha ou uma dama de médio-peso(lê-se gorda pra caralho). Algumas estações à frente e estamos no Estácio, mas este será tema de outro texto sobre 'esportes nas estações da linha 2'. Contento-me em apenas olhar pela janela e ver a pobraiada se amontoando e saltando as escadas só pra ficar parado mais perto da porta quando o próximo metrô vier (quando...). Por fim chego na minha estação, onde saio feliz por ter chegado vivo e com todos os meus membros no mesmo lugar. Amanhã pegarei o mesmo metrô, levarei as mesmas mãozadas na bunda e continuarei encoxando as velhinhas gordas pra caralho. Pobraiada Rulez!!!